“Você não é aquilo que te feriu”: Lucas Abreu fala sobre seu livro, fé, identidade e recomeços

Quantas versões antigas de nós mesmos ainda carregamos sem perceber? Quantas vezes permitimos que erros, traumas, rótulos ou opiniões do passado definam quem somos hoje?

Essas reflexões atravessam “Imagem Congelada”, novo livro de Lucas Abreu, obra publicada pela Literare Books International que convida o leitor a olhar para si com honestidade, fé e coragem para romper com imagens antigas que já não representam quem se tornou.

Pastor, cantor e compositor com mais de 400 músicas compostas e mais de dez CDs gravados, Lucas cresceu em um ambiente cristão, aprofundou-se nos estudos teológicos e, ao longo de mais de uma década pregando a Palavra de Deus, construiu uma trajetória marcada por mensagens sobre identidade, propósito e transformação.

Nesta entrevista, o autor fala sobre o impacto dos traumas, o peso dos erros passados, o desafio de mudar a forma como nos enxergamos e a esperança que deseja deixar em cada leitor: a certeza de que transformação é possível e de que ninguém precisa permanecer preso ao passado.

1. O que significa, em uma frase, viver com uma “imagem congelada”?
Não acreditar no poder da transformação.

2. Qual foi o momento da sua vida em que percebeu que também carregava imagens congeladas sobre si mesmo?
Quando obtive conquistas e não me achei merecedor.

3. Você acredita que é mais difícil mudar a imagem que temos de nós mesmos ou a que os outros têm sobre nós? Por quê?
A do outro, pois não temos controle.

4. Ao escrever o livro, qual foi a ferida, crença ou prisão emocional que você mais quis confrontar nos leitores?
Os erros do passado, infelizmente muitas pessoas se definem por eles

5. Seu livro traz histórias bíblicas como Davi, José e Paulo. O que essas histórias ainda ensinam sobre identidade nos dias de hoje?
Ensinam sim, a palavra de Deus se renova e sempre traz novas lições dentro de uma mesma leitura.

6. Muitas pessoas vivem presas a traumas, erros ou rótulos. Como perceber quando o passado virou identidade?
Quando ele se torna o assunto central da nossa vida a ponto de não falarmos sobre o futuro e não vivermos o presente.

7. Se o leitor terminasse o livro e levasse apenas uma transformação consigo, qual você gostaria que fosse?
Vida nova com Cristo.

8. Quem mais precisa ler “Imagem Congelada”: quem não consegue perdoar os outros ou quem não consegue se perdoar?
Ambos. Essa mensagem é necessária para todos de igual modo.

9. Você escreve que não somos nossos traumas. Como alguém começa, na prática, a descongelar essa imagem?
A comunicação muda o comportamento, mude s forma de expressar sobre si mesmo.

10. O que você espera que os leitores sintam quando fecharem a última página: alívio, confronto, esperança ou recomeço?
Esperança. É uma das bases para uma nova vida.

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