Jornalista, pedagoga, mestre em Comunicação Social e doutora em Educação, Tatiana Carilly une sua paixão pela escrita ao amor pelos animais no livro “As Aventuras de Billy”. Inspirada em seu beagle carismático, a autora transformou momentos de alegria, descobertas e lições de vida em uma obra infantojuvenil bilíngue (português-inglês), que ultrapassa fronteiras e incentiva a leitura de forma lúdica.
O livro carrega um propósito social e ambiental: parte das vendas é destinada a abrigos que resgatam animais abandonados. Em cada página, Tatiana nos convida a refletir sobre empatia, amizade, respeito e cuidado com todas as formas de vida, valores fundamentais para um futuro mais justo e solidário.
Nesta entrevista para o blog da Literare Books, a autora compartilha os bastidores da criação do livro, sua relação com a causa animal e as expectativas para as próximas aventuras do Billy.
1- O que inspirou você a transformar as histórias do Billy em um livro infantojuvenil?
O Billy é um presente de Deus para a minha família, assim como toda a nossa matilha linda. Ele chegou em um momento em que o céu parecia cinza, na pandemia, trazendo de volta as cores e o brilho com sua energia, suas peripécias e seu jeito único. Desde então tem nos ensinado lições de amor, lealdade, amizade verdadeira, autenticidade e coragem. Transformar essas vivências em um livro foi, para mim, mais do que registrar lembranças: foi uma forma de unir educação ambiental, incentivo à leitura, à escrita e à criatividade. Com o Billy, mostro às crianças e às famílias a importância do respeito a todas as espécies, humanas, caninas, felinas, enfim todos os animais do nosso planeta. O livro também valoriza a amizade, a família e ensina regras importantes de convivência, lembrando a todos que os animais merecem uma vida feliz, cercada de cuidado, respeito e tudo o que precisam para crescer de forma saudável.
Também valorizamos o Cerrado, com suas riquezas e belezas, que é onde vivem Billy e de toda a nossa família. Assim, cada página também é um convite para reconhecer e preservar a natureza que nos cerca, suas belas flora e fauna.
2- Como e quando a causa animal passou a fazer parte da sua vida?
A causa animal nasceu no meu coração a partir do amor que sempre tive pelos animais. Meu pai sempre foi muito amoroso e dedicado aos cuidados de todos os animais. Por causa dele tive a oportunidade de desde muito cedo conviver com esses seres especiais e com atenção aprender a linguagem de amor que eles transmitem. São todos muito especiais. Esse amor se transformou em responsabilidade. Percebi que eles precisam da nossa voz, do nosso cuidado e da nossa proteção. Passei a me envolver em campanhas, a apoiar abrigos e a lutar por mais dignidade e respeito. Hoje, a causa animal é parte da minha vida, da minha escrita e da minha missão.
3- Por que você escolheu lançar “As Aventuras de Billy” em uma edição bilíngue (português-inglês)?
Porque acredito que a literatura pode atravessar fronteiras. O livro bilíngue aproxima culturas, leva a mensagem do Billy para além do Brasil e, ao mesmo tempo, serve como uma ferramenta educativa. É uma forma de incentivar as crianças a aprenderem outro idioma de maneira lúdica, enquanto mergulham em uma história de amor, amizade e respeito à natureza. Além de ser uma forma de inclusão, já que a língua também é ferramenta de inclusão.
4- Durante a escrita, qual foi a maior emoção ou desafio que você viveu?
A maior emoção foi reviver momentos únicos do primeiro ano com o Billy. Foi desafiador porque beagles são muito enérgicos e de uma criatividade incomum. Então, reviver algumas fugas que graças a Deus tiveram final feliz, mas foram bem tensas, ele ser expulso da escola, entre outras foi também reviver o seu crescimento. Hoje, com quatro anos Billy ainda tem muita energia, mas demonstra um comportamento muito mais tranquilo, equilibrado e consciente dos perigos. O maior desafio foi encontrar palavras que traduzissem a intensidade desses sentimentos, mas que fossem leves e acessíveis às crianças. Escrever foi, ao mesmo tempo, um mergulho de emoção e um exercício de delicadeza.
5- O livro tem um forte propósito social e ambiental. Como foi a experiência de transformar literatura em solidariedade?
Foi uma experiência transformadora. Ver a literatura sair das páginas e se tornar alimento, cuidado e esperança mostrou que escrever também é um ato de amor coletivo. A cada livro vendido, não era apenas uma história que chegava às mãos de alguém, mas um gesto concreto de solidariedade que alcançava os animais e a natureza. Todos que adquiriram a obra passaram a fazer parte também dessa história de solidariedade já que parte das vendas se destinam a compra de rações, produtos de limpeza que são doados aos abrigos. Além disso também em parceria com a Uniaraguaia temos realizado oficinas, palestras e arrecadações tudo utilizando a obra. Também tivemos a alegria de inaugurar a Sala Verde da Uniaraguaia em parceria com o Instituto Altair Sales, já que nossa história se passa no Cerrado e a Sala Verde é um espaço imersivo e inovador de educação ambiental com ênfase no Cerrado. Tem sido muito gratificante. As escolas de todo o Brasil também tem realizado trabalhos maravilhosos com a obra. Inclusive em Arapiraca/AL, a obra ganhou uma ala no desfile cívico em comemoração ao aniversário da cidade.
6- A primeira edição do livro resultou em doações significativas para abrigos. Como você se sentiu ao ver esse impacto tão concreto?
Foi emocionante e muito especial. Ver o livro se transformar em ração, em cuidados e em dias melhores para tantos animais tem me enchido de gratidão. Foi a prova de que a literatura pode ultrapassar as páginas e gerar mudanças reais no mundo.
Também sinto a presença de Deus e do amor de cada um que adquiriu a obra. A primeira compra de ração que realizei quando lancei o livro foi inesquecível. Visitar os abrigos onde essas rações chegaram e ver a gratidão e o trabalho realizado nos abrigos é surreal de emocionante.
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7- Como foi a experiência de publicação com a Literare Books?
A experiência foi muito positiva. A Literare tem um trabalho maravilhoso. A segunda edição de “As aventuras de Billy” ganhou um novo formato, novas ilustrações e conta também sobre o dia emocionante do lançamento que teve o auditório da Câmara Municipal de Goiânia lotado tamanha conexão que gerou do público com o apoio à causa animal. Além de amigos, familiares, também tive a alegria de fazer novos amigos e conectar com pessoas que viram no projeto uma forma de estar junto lutando pelos animais. A Literare dá continuidade a essa magia e abraçou comigo esse propósito de unir literatura, solidariedade e educação. Caminhar com uma editora que valoriza o impacto social e cultural dos livros fez toda a diferença.
8- O que você espera que as crianças e famílias levem consigo após ler “As Aventuras de Billy”?
Eu espero que levem no coração a mensagem de amor, respeito e cuidado com os animais, com a natureza e com o próximo. Que percebam que pequenas atitudes podem transformar o mundo. E que guardem também a beleza da amizade, da família e da convivência feliz com os seus pets, com os animais. Além disso, que entendam que nós humanos também somos natureza e não estamos à parte dela e que devemos proteger e amar uns aos outros e o nosso meio ambiente.
9- Na sua visão, qual a importância de falar sobre empatia, respeito e amor pelos animais na sociedade de hoje?
É fundamental. O modo como tratamos os animais reflete o modo como tratamos uns aos outros. Falar de empatia e de respeito pelos animais é falar de humanidade. Ensinar isso às crianças é plantar uma semente que pode florescer em uma sociedade mais justa, mais solidária e mais amorosa e respeitosa.
10- Já podemos esperar novas aventuras do Billy em futuros projetos?
Sim, com certeza! Billy é pura inspiração, e novos projetos já estão em produção. Por agora estamos gravando um áudio book no estúdio da Uniaraguaia e trabalhando as dublagens para animações que estão sendo coordenadas pelo professor Kaio Victor. Também já estou escrevendo “As aventuras de Billy no Cerrado” e posso dizer que vem muita aventura para alegrar os corações e ajudar os abrigos. Podem esperar mais aventuras, mais emoção e mais lições de vida e de amor.




