Educadora, escritora e referência em desenvolvimento infantil, Cristina Martinez dedica sua trajetória a promover uma educação mais afetiva, empática e consciente. Diretora há mais de duas décadas da Escola de Educação Infantil Ver Crescer, em São Paulo, e coordenadora de obras de coautoria sobre educação parental que figuraram nas listas de mais vendidos, ela encontrou na literatura infantil uma forma delicada e poderosa de continuar sua missão: ajudar crianças e famílias a se reconectarem com o essencial: o amor, o respeito e a aceitação de si.
Autora dos encantadores “O solzinho de todas as cores” e “Acenda sua luz”, publicados pela Literare Books International, Cristina nos convida, por meio de suas histórias, a enxergar a beleza da diversidade e o poder do brilho interior.
Em “O solzinho de todas as cores”, o leitor acompanha a jornada de um curioso solzinho que mergulha num mundo repleto de cores, emoções e sentimentos, descobrindo que ninguém é igual a ninguém, e que cada um é bonito do seu jeito. Já em “Acenda sua luz”, a autora nos conduz ao reino mágico de Ique, um jovem que aprende que a verdadeira luz vem de dentro, e que acendê-la é o primeiro passo para iluminar o mundo ao redor.
Nesta entrevista para o blog da Literare Books, Cristina fala sobre suas inspirações, o propósito por trás de suas obras e o poder transformador das histórias que despertam amor, empatia e autoestima nas novas gerações.
1. Como nasceu a inspiração para escrever “O solzinho de todas as cores” e “Acenda sua luz”?
A inspiração nasceu da minha própria jornada como professora/educadora e também como mulher que acredita no poder do amor, do olhar sensível e da escuta verdadeira. O Solzinho de todas as cores, surgiu da vontade de mostrar às crianças que elas não precisam se encaixar que cada uma tem seu próprio brilho. Já Acenda sua luz nasceu como um convite para que todos, grandes e pequenos, se reconectem com sua luz interior, com aquilo que realmente são, mesmo quando a vida parece apagar um pouco do brilho.
2. Em “O solzinho de todas as cores”, o personagem mergulha em um universo de cores, emoções e sentimentos. O que você gostaria que as crianças aprendessem com essa jornada de descobertas?
Gostaria que cada criança, ao folhear o livro, percebesse que as emoções fazem parte da vida e que todas elas têm sua cor e beleza. Que ser diferente não é um problema, é um presente. E que, quando aceitamos e valorizamos nossas próprias imperfeições, conseguimos enxergar o que existe em nós e nos outros.
3. A mensagem central do “O solzinho de todas as cores” é que ninguém é igual a ninguém e cada um é bonito do seu jeito. Por que considera tão importante trazer esse tema para a infância?
Porque é na infância que plantamos as sementes da autoestima, da empatia e do respeito. Quando uma criança entende que não precisa ser igual a ninguém para ser amada, ela cresce, segura, confiante e generosa consigo mesma e com o outro. Essa é uma base emocional poderosa para a vida, um escudo contra o preconceito e uma ponte para a convivência respeitosa.
4. Já em “Acenda sua luz”, acompanhamos a jornada de Ique para resgatar a luminosidade de seu mundo. Que conexão enxerga entre o respeito às diferenças, presente em “O solzinho de todas as cores”, e o despertar da luz interior, tema do outro livro?
Vejo uma conexão profunda. Quando respeitamos nossas diferenças e reconhecemos a beleza de sermos únicos, começamos a acender nossa própria luz interior. O respeito externo nasce da aceitação interna. O Solzinho de todas as cores, fala sobre olhar para fora com amor; Acenda sua luz, convida a olhar para dentro com ternura. Juntas, as duas histórias formam um caminho de autoconhecimento e expansão de consciência, sendo uma escrita terapêutica para todos.
5. Você já coordenou livros de coautoria com foco na educação parental. De que forma essa experiência se refletiu na sua escrita para crianças?
A educação parental me ensinou a olhar para o ser humano inteiro, não apenas para o comportamento, mas para as necessidades, sentimentos e histórias que existem por trás. Essa escuta ativa e compassiva acompanha-me na escrita. Ao criar para crianças, busco falar com o coração delas, mas também com o coração dos adultos que as leem. Meus livros são pontes entre gerações.
6. Como foi a experiência de parceria com a Literare Books na publicação dessas obras?
A Literare Books acolheu meus sonhos/projetos com muito carinho. Foi uma parceria de confiança, respeito e sensibilidade. Eles entenderam a alma das minhas histórias e contribuíram para que cada detalhe, da ilustração ao texto, expressasse a mensagem de luz e amor que eu queria levar ao mundo. E isso é magnífico!
7. Tanto em “O solzinho de todas as cores” quanto em “Acenda sua luz”, você trabalha valores como respeito, empatia e autoconhecimento. Como acredita que essas histórias podem ajudar pais e filhos no dia a dia?
Acredito que os meus livros são convites para conversas sinceras entre pais e filhos. Eles abrem espaço para o diálogo sobre sentimentos, diferenças e o valor de ser autêntico. Ao lerem juntos, pais e filhos se conectam de forma mais amorosa, aprendem a escutar-se e a compreender-se, sendo uma forma de educar com afeto, respeito e consciência.
8. Em “O solzinho de todas as cores”, o personagem descobre que cada um tem sua própria beleza e jeito de ser. Como você espera que essa mensagem impacte a autoestima e a convivência das crianças?
Espero que as crianças sintam orgulho de quem são, do seu cabelo, da sua pele, da sua forma de pensar, de sentir e de sonhar. Que entendam que o mundo precisa de todas as cores, de todos os jeitos, de todos os brilhos. Quando uma criança se ama, ela aprende a amar e respeitar o outro.
9. Como educadora e escritora, que conselho daria aos pais e professores que desejam cultivar tanto o respeito às diferenças quanto a empatia e autoestima nas crianças?
Comecem pelo exemplo. As crianças aprendem mais pelo que veem do que pelo que ouvem. Mostrem gentileza nas pequenas atitudes, validem os sentimentos e celebrem a autenticidade. Educar com amor é ensinar que cada pessoa é um universo e que o respeito é a linguagem que une todos.
10. Se tivesse que resumir “O solzinho de todas as cores” e “Acenda sua luz” em uma única frase de impacto para as famílias, qual seria?
Cada cor e cada luz que existe em nós revela o amor que temos para iluminar o mundo.


