Em um tempo em que a saúde emocional das crianças ocupa cada vez mais espaço nas conversas entre famílias e educadores, a psicóloga e arteterapeuta Ciça Rocha e a Literare Books International publicaram o livro infantil “O menino do joelho ralado”, uma obra delicada que convida pequenos leitores a refletirem sobre identidade, pertencimento e autoaceitação.
A história apresenta um menino que nasceu com um joelho diferente. A marca, que faz parte de quem ele é, passa a ser motivo de vergonha sempre que alguém aponta: “olha o menino do joelho ralado”. Incomodado, ele tenta de várias formas esconder aquilo que o torna único, cobre, disfarça, modifica. Mas, a cada tentativa de apagar sua marca, sente-se também apagando a si mesmo.
Ao longo da narrativa, o personagem vive uma jornada simbólica bastante comum na infância (e também na vida adulta): o desejo de se encaixar, mesmo que isso signifique se afastar da própria essência. É apenas quando ele reconhece que seu joelho ralado faz parte de quem ele é que recupera a sensação de inteireza, força e pertencimento.
O livro propõe uma conversa e se insere no campo da literatura infantil emocional, trazendo à tona temas como autoestima, autoconhecimento e aceitação das próprias diferenças, assuntos cada vez mais presentes em programas de educação socioemocional nas escolas.
Segundo a própria autora na obra, que atua há mais de dez anos no atendimento a crianças, adolescentes e famílias, muitos sofrimentos emocionais nascem justamente do desejo de “editar” partes de si para ser aceito. Em “O menino do joelho ralado”, essa dor aparece traduzida em imagens simples, acessíveis e profundamente simbólicas para o universo infantil.
Ciça Rocha (Cecília Rocha) também é autora de “A Casa de Pedro”, livro que se tornou best-seller pelo PublishNews e teve destaque em veículos como Revista Bebê, Rádio Senado e CBN. Nesta nova obra, ilustrada por Fran Baumgarten, ela reforça sua proposta de unir psicologia, arte e literatura como ferramentas de desenvolvimento emocional.
Com 24 páginas, linguagem sensível e ilustrações que ampliam a força da narrativa, “O menino do joelho ralado” se apresenta como um recurso valioso para pais, educadores e profissionais que desejam abordar, desde cedo, temas como empatia, respeito às diferenças e construção da autoestima.
Ao final, a mensagem é clara e necessária: reconhecer as próprias marcas (físicas ou emocionais) é parte essencial do processo de se tornar quem se é.





