A Literare Books segue com sua série de entrevistas que aproximam os leitores dos autores e suas histórias. Hoje, o destaque é para José Roberto da Costa Pereira, médico com especialização em cirurgia plástica e pós-graduação em nutrologia, que estreia no universo da literatura de ficção com o livro “Overdone”.
Leitor apaixonado por biografias e obras de ficção, José Roberto é também inventor reconhecido internacionalmente, com diversas patentes deferidas em seu nome. Autor de monografias médicas e artigos científicos, já teve crônicas publicadas em coletâneas de autores, mas é agora que dá um passo ousado: levar para o campo literário duas de suas marcas registradas, o bom humor e a criatividade.
Nesta entrevista, ele compartilha suas inspirações, fala sobre sua trajetória multifacetada e revela os bastidores dessa transição do mundo científico e médico para o universo da ficção.
1. De onde surgiu a inspiração para escrever Overdone?
Surgiu da leitura de um artigo quando estava estudando o uso da toxina, que fazia uma referência a tentativa de uso na segunda guerra. Achei que daria um bom tema para uma obra de ficção.
2. O protagonista, Roberto Dias, como foi o processo de criação desse personagem tão complexo?
Na verdade este é o único personagem que não tem uma inspiração em determinada pessoa. Pela complexidade, foi totalmente inventado.
3. O livro mistura realidade e ficção científica de forma muito convincente. Como foi a pesquisa para construir uma trama tão verossímil?
O que se refere às cidades e aos personagens históricos demandou uma boa pesquisa bibliográfica. Já o que se refere à produção da toxina é totalmente ficcional.
4. A vaidade como arma de destruição em massa é uma ideia provocadora. O que você quis provocar no leitor com essa metáfora?
Na verdade, a ideia foi fazer uma obra de ficção no ritmo de um thriller, mas a vaidade apareceu num pano de fundo justificando o consumo exagerado.
5. Como sua trajetória profissional influenciou a narrativa do livro?
Acredito que por conhecer o uso e indicações da toxina.
6. O enredo traz humor ácido e ironia. Esse estilo já fazia parte da sua escrita ou nasceu durante a criação da obra?
Esse é uma característica que aparece nas minhas escritas, conversas e até na versão que eu lembro dos fatos.
7. Como foi a experiência de lançar seu primeiro livro pela Literare Books?
Foi um grande aprendizado e uma grande descoberta. A Literare me apoiou, ensinou, abriu portas e me fez ver que era possível sim eu me tornar um escritor. A descoberta é que eu gostei disso e já penso no próximo livro.
8. O livro tem ambientações em cidades reais e cita figuras conhecidas. Qual foi o cuidado para equilibrar a ficção com a realidade?
Nesse tema, fiz levantamentos cuidadosos para trazer veracidade e informação. Os pequenos acréscimos fictícios foram para dar uma pitada de humor e deixar o leitor sempre na dúvida.
9. Entre suspense, crítica social e humor ácido, qual dessas camadas você considera mais marcante em Overdone?
Acredito que se defina como um livro de ficção delirante em ritmo de suspense. A crítica social nunca foi o objetivo.
10. Que mensagem ou reflexão você espera que os leitores levem consigo após terminarem a leitura?
A reflexão sobre a vaidade surgirá, mas não tem uma mensagem específica não. Eu realmente espero que as pessoas se divirtam, recomendem o livro e esperem pelo próximo.





